23 fevereiro 2006

Por favor, não me peças para explicar o que as minhas mãos entornam quando te deitas no segredo dos cantos de quem um dia foste para mim; ou de como te agitas no meu próprio turbilhão.
Peço sempre por favor e mesmo assim a ternura ataca-me:
Um café por favor. Cigarros por favor. Abraça-me por favor.
Peço sempre com ternura e às vezes temo que a ternura mate.
E largo das mãos as palavras nesta tristeza estranha de quem (não!) esquece que ninguém quer o que não entende. E até mesmo nas palavras eu sei que a loucura é um pé-de-vento que se aproxima. Por favor, não me peças para explicar. Deixa-me antes tentar entender.
Por favor, queres mesmo passar por tudo isto de novo?
E se tu nunca mais estiveres aí para mim? E se eu não estiver aqui para ti? E se o tempo, a vida e as circunstâncias nos levarem para longe? O que é que esperas que faça com o (teu) vazio? Que o guarde com ternura?
Por favor. Por favor. Por favor.

10 fevereiro 2006

"Ok, ás 22:30 no Cup&Cino."

Chegaste com o mesmo olhar de menino e sorriso sincero de hà tempos. De mãos nos bolsos e cabelo desgrenhado procuraste-me por entre a fumaça dos cigarros, e eu juro que quando os teus olhos tocaram os meus, não consegui disfarçar o misto de nervosismo e ansiedade por te ver ali, tão perto. Não sei se também tu estavas nérveo, lembro-me que me ocorreu de imediato que estavas igual: com o mesmo manto de mistério - indecifrável - pelo qual me tinha apaixonado em miuda. E senti-me pequenina de novo: naqueles dias em que não sabia o que esperar de ti.
Contráriamente a todas as frases que tinha construido no caminho, consegui soltar apenas um Então, tudo bem? e tu, tranquilo, discreto e algo tímido aproximaste-te para me dares dois beijos. Rápidamente identifiquei o cheiro da tua pele e sorri por dentro... tive saudades!
A conversa desenrrolou-se por caminhos banais e espaçados silêncios... mas é natural, não é? Quando duas pessoas estão muito tempo separadas e voltam a encontrar-se, existe um sentimento de estranheza em relação um ao outro – como se ambos tivessem crescido em sentidos diferentes e deixassem de se reconhecer temporáriamente.
À medida que os minutos iam passando eu ia-me deixando levar pelas nossas palavras e aproveitava cada bocadinho para, secreta e discretamente, te observar. Apesar de já terem passado alguns anos, os traços das tuas feições continuam os mesmos, o brilho dos teus olhos e do teu cabelo permanece, e as mãos grandes e desenhadas revelam-se intocáveis ao tempo.
Quase que instantaneamente, a tua insegurança acabou por se transformar em calma e eu voltei a sentir-me confortável e confiante perto de ti. Confesso que dei por mim, muitas vezes, a pensar no quão longe tu vais, mais longe do que – aposto! – tu próprio imaginas; porque tal como todos os homens inteligentes pões em causa as tuas capacidades, mas isso só serve para ponderares mais e melhor os teus futuros passos e chegares, certo, onde queres. Sempre te disse que a sensibilidade é o teu melhor guia, mas ás vezes teimas em desafiar os teus sentidos, reflectes e voltas atrás, esperas e repensas, equacionas e desenhas novos cenários... porque para ti o dia-à-dia não tem sabor se não for assombrado por dúvidas, incertezas, angústias e apertos.
Já me tinha esquecido de tanto de ti: da tua espontaniedade, da mania de complicares sempre tudo, da – sempre! - atenção ao que te rodeia, da meiguice, da importância dada ás pequenas coisas, do teu sentido de humor, dessa tua fragilidade – que só mostras a quem queres...
Quando caminhavamos para o carro tentava, inconscientemente, guardar cada bocadinho daquela noite. Quis guardar tudo ao mais infimo pormenor para que depois, quando chegasse a casa, pensasse e saboreasse devagar aquelas horas que passamos juntos.
Estava frio.
Mentia se dissesse que não me tinha passado pela cabeça beijar-te com a força e a ingenuidade da menina-mulher que sou. Mentia também se admitisse não ter gostado da persistência e da vontade com que lutaste contra a minha racionalidade.
Soube bem ter-te ali e aconchegar-me – ainda que de uma forma fria e distante – nos teus braços, beijar-te a medo (de me entregar) e sentir as tua mãos no meu corpo. Receei que a tua lingua, a faísca que os teus lábios faziam quando pressionados contra os meus e os mimos no pescoço despertassem em mim sentimentos já há muito esquecidos. Por isso estava tão fechada, contraida e a tentar resistir a todos os teus – doces! – avanços.
Naquela noite desejei que as circunstâncias do teu coração fossem outras... talvez por te conhecer tão bem sentia que ainda estavas preso a um passado que se revelava recente.

Sabes quando sentes que não há mais nenhum lugar no mundo onde queiras estar, senão ali?
Foi o que senti, n'Aquela noite... contigo.

06 fevereiro 2006

Ignorei a confusão de papéis que invadia o sofá da sala. Sentei-me num canto, agarrada a uma almofada de pêlo, e puxei da “Actual” para dar uma vistinha de olhos. Ele sentou-se ao meu lado. Sôfrego e ávido começou por me explorar o pescoço, a nuca e o lóbulo da orelha, não me deixando espaço, ou ânimo, para continuar a ler o artigo sobre o desarranjo que vai no teatro nacional.
Anda, vamos até lá cima, disse-me enquanto me puxava o braço.
Deitou-me na cama de um dos quartos de hóspedes, desapertou-me os jeans num gesto lento e lascivo que tomei com grande sensualidade, lambeu-me o peito num movimento carinhoso e estranhamente impetuoso, és linda, disse-me. Estremeci com estas palavras. Acordei do transe egoísta em que mergulhara e desci-lhe pelo peito até lhe tocar o corpo… Em segundos decidi parar e em minutos pensei em voltar para casa.
Vou-me embora, disse-lhe. Ele não insistiu para que eu ficasse - estava amuado como um bebé de colo, principalmente depois do nosso diálogo sussurrado:
Quero beijar-te sempre. És minha!
Não, não sou.

26 janeiro 2006

Hoje o céu está pintado em tons cinza, alternados a espaços com brancos sujos e reflexos prateados. A ameaça de chuva é eminente, mas mesmo assim, achaste por bem sairmos do nosso esconderijo secreto. Quiseste ir ver a praia, visitar esse mar que dizes ser teu, mais uma vez, sem medo dos meus ciúmes de menina, sem medo das lágrimas que esse céu triste poderia verter.
Não estava mais ninguém na praia, como era previsível. Apenas nós os dois, bem enroscados em casacos grossos, protegidos do frio e da brisa cortante. De mão dada, lá fomos percorrendo a areia húmida e lisa. Os nossos passos ficam até á próxima maré, marcados com o peso de um amor que vive com as onda do mar, num vai e vem eterno, meigo nos dias de calmaria, apaixonado nos dias de tempestade.
Delicio-me com o nosso tempo, as nossas carícias, os beijos trocados livremente. Diz-me que não sonho quando vivo dias assim. Diz-me que não sonho quando me abraças. Diz-me quando foi a última vez que pediste á lua um minuto comigo…
Agora estás parado, de pé, a olhar fixamente as ondas que se desfazem perante os teus pés e aquelas outras, que ao fundo ainda se formam. Afasto-me, para te contemplar em grande angular. A tua expressão é séria, fixa num objectivo, num sonho que tenho dificuldade em compreender. Mas o quadro final é de uma serenidade quase irreal. O vento a abanar os teus cabelos livres. O som do mar, esse murmúrio constante quebrado pela morte das ondas, e o seu azul. O cinzento do céu. Os pequenos grãos de areia e... os teus olhos.
Pego na máquina fotográfica, para tentar guardar esta imagem para sempre. Giro em teu redor, fotografando todos os teus ângulos, todos os movimentos do teu cabelo. Dou voltas e voltas, até desenhar um círculo na areia, onde ficamos ambos encerrados, simbolicamente, como se nada no mundo, pudesse atravessar esse círculo mágico construído na areia húmida da nossa praia. Somente paro quando tu, doce, esboças um sorriso sincero que quebra o tempo, e te agarras a mim num abraço lento, sentido, sorridente, sonhador.
E depois do beijo, o mundo até poderia ter acabado ontem…

16 janeiro 2006

.

One of these mornings
Won't be very long
You will look for me
And I'll be gone

.

15 janeiro 2006

note:

i'm not for sale.

BUT

even if i was, i'd be too expensive for you anymay!

08 janeiro 2006

Como fazer-te saber que em ti busco aquilo que nos outros não vejo? Para sempre vou admirar-te por aquilo que em mim já não se separa de ti.

Fica a memória eterna e um publicamente declarado: ADORO-TE M.
[não, nunca me esqueci de ti. eu nunca me esqueci de ti.]

03 janeiro 2006

LUZ
E então é assim que deixa de ser quando os fantasmas se arrumam. Quando a bagunça é trancada numa gaveta e os medos ficam lá bem para trás.
E então é assim que deixa de ser quando não duvido que o vento que vem é de norte.
Limpa os pós.
Varre as pegadas.
Arranja os estragos.
Entra LUZ.

19 dezembro 2005

Quando era pequenina pensava que a terra era quadrada e que, uma vez chegada ao final de percorrê-la, me podería debruçar e ver as estrelas.

27 novembro 2005

Permanência
Pediu um café, cruzou as pernas ajeitando com um toque de timidez a saia e de seguida tirou da mala um cigarro. Acendeu em câmara lenta a chama de uma vida. O café chegou. O empregado balbuciou qualquer palavreado de que não obteve resposta. E ela continuou ali saboreando a amarguês, não só da vida mas também do cigarro, que ficou esquecido no cinzeiro de prata. Mexeu o café ora para esquerda, ora para a direita. Passou a colher pelos lábios (agora) sem cor e voltou a colocar perto da chávena. Parecia ter paralisado o olhar em direcção ao infinito. Gente saiu, gente entrou, o café arrefeceu, o cigarro ficou reduzido a cinzas e o seu olhar cedeu uma lágrima.
Apenas uma.

19 novembro 2005

Aproximamo-nos da tua casa. Páro. Tu puxas-me de imediato, com as mãos a fervilhar de desejo: "anda(!)"; e continuamos então a caminhar, colados um ao outro, por entre arrepios e suores lânguidos.
A noite foi longa. Bem longa. Alimentámo-nos apenas dos nossos risos e beijos no meio da multidão e da fumaça. Sinto-me sem forças.
Deixo-me cair na tua cama: tu usas o meu corpo como se fosse o teu e eu deixo-me levar por essa tua loucura inata. Acordo forçosamente com a luz do sol. Espreguiço-me. Olho em volta e encontro-te a meu lado. Não acredito que aquele cenário seja verdadeiro. Fecho os olhos e volto a abri-los: tu continuas lá. Levanto-me apressadamente e percorro o quarto em busca da minha roupa, espalhada, perdida. Visto-me tão rápido que a camisola fica do avesso. Não há tempo para mudar.
Procuro a saída da tua casa. Insistentemente. Desisto. Encosto-me a uma das paredes brancas da tua sala, ainda por mobilar, e len-ta-men-te escorrego até me sentar no chão frio. Baixo a cabeça, passo os dedos pelo cabelo e questiono-me sobre o porquê de fugir de ti.
Sorrio timidamente e, enquanto dispo a roupa, volto para o quarto, onde ainda dormes. Nua, deito-me cuidadosamente ao teu lado, percorro a curva do teu peito e sinto o calor da tua respiração. Abraço-te com força para que não consiga fugir mais nenhuma vez, pelo menos... por instantes.
- "Onde ias borboleta?"
- Voar, para longe. Voar.
["eu sou de ninguém, eu sou de todo o Mundo e todo o Mundo é meu também."]

14 novembro 2005

P'ra quê chorar,
P'ra quê sofrer,
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer?

De nós,
Resta apenas a ternura,
Resta a cúmplicidade no silêncio.

Vira essa folha e se esquece de mim.

Porque eu
Já esqueci de você.
Vinicius de Moraes

O poeta apaixonado, O homem dos afectos, O branco mais negro do Brasil.

[ "Vinicius de Moraes, Quem vai pagar o enterro e as flores se eu morrer de amores?" um filme-biográfico, no mínimo, interessante e MELícioso.]

.nunca uns versos fizeram tanto sentido.

08 novembro 2005

- (…) tenho tantas saudades tuas… caramba! Será que não vês?! Tenho saudades da tua ingenuidade de menina-mulher já cheia de saber, do teu sorriso tímido quando diante de alguém que não conheces, da tua vontade de ver os outros felizes. Tenho saudades da tua doçura e do teu olhar meigo por baixo das mexas de cabelo escuro. Tenho saudades da tua teimosia e da tua racionalidade, tantas e tantas vezes traída pelo coração. Tenho saudades dos teus beijos carregados de ternura, de quando me agarravas com força e eu, secretamente, sabia que era com medo de me perderes. Tenho saudades da tua insegurança e do teu empurrar os óculos, qual intelectual estereotipada, para o alto do nariz. Tenho saudades do teu franzir de sobrancelha quando não aprovas algo e da tua serenidade na praia a olhar o mar. Tenho saudades Marta… tenho tantas saudades quando te punhas em bicos dos pés para me beijares o nariz e depois te rias muito. Tenho saudades daqueles dias em que falavas por mim e por ti e daqueles outros em que só pedias para te dar miminhos porque não estavas bem, e eu respeitava o teu silêncio. Tenho saudades da tua energia quando saíamos à noite, do brilho do teu cabelo ao sol, de quando partíamos sem rumo ás 10 da manhã e só regressávamos ás 22 da noite. Tenho saudades da tua determinação e de saberes tão bem aquilo que queres. Tenho saudades de quando, frágil, choravas e o meu coração ficava pequenino. Tenho saudades de todas as noites adormecer com a tua voz, de percorrer 400 km num dia só para te sentir, de proteger essas asas de borboleta que só mostras a quem queres. Tenho saudades dos teus amuos quando algo te deixava triste e tu não querias dizer. Tenho saudades do teu perfume, de teres sempre resposta para tudo e de ler as palavras mais bonitas escritas por ti. Tenho saudades de quando fixavas o olhar em mim, de quando acordava e te tinha a dormir tranquilamente ao meu lado, de como te preocupavas comigo e... sei lá, das coisas mais simples como dar-te a mão. Tenho saudades de nós. Tantas, tantas..

- E eu tuas. Mas num patamar bem diferente.
Cresci tanto: sou mais eu, muito mais. E não é que o meu coração já não tenha espaço para ti, muito pelo contrário. Mas a vida e as circunstâncias levaram-nos para longe; os cheiros, os momentos, os sabores e as gentes tornaram as coisas bem mais claras na minha cabeça.

E eu tenho tantos sonhos. E tantas vontades. Tantas certezas.

Hoje... já não te sinto. Já não te oiço.
Já não nos vejo.
- ...

29 outubro 2005

Aluguei-te um quarto de mim e abri-lhe uma janela virada para o sol. Queria partilhar contigo todos os cantos e oferecer-te a caixinha perfumada dos meus sonhos. Talvez não tenhas visto o anúncio ou, quem sabe, eu ficava muito longe dos locais que, habitualmente, frequentas.

Não te mudaste. Visitaste-me apenas.

E ficaste tão pouco que nem o teu aroma resistiu. Só ficou o tal sorriso, aquele que condizia com os teus olhos, que me chamou de menina-mulher e que ainda procuro


esquecer.

26 outubro 2005

Em qualquer lado, onde quer que eu vá, levo no corpo o desejo de TE abraçar.

20 julho 2005

Conversa com um Menino de seis anos
Menino: "O mar é transparente. Não é nem verde, nem azul."
E eu, feito espertinho, virei-me para ele e disse-lhe "Ai é? Então porque é que eu o vejo azul?"
Responde-me ele: "João, é o reflexo do céu!."
Eu, ainda não totalmente convencido, ripostei: "Então e quando o mar é verdinho, ãh?"
Resposta pronta: "Amarelo e azul dá verde, certo?"
Eu: "Sim..."
Ele: "Então... É naquela zona mais costeira, onde o reflexo do céu se confunde com a cor da areia. E fica verde!."

14 julho 2005

- Porque tapas o olhar no momento em que digo que te quero?

- Não tapo o olhar. Protejo a alma.

- Mas... porquê?

- Para não ma roubares!

- Porque achas que ta vou roubar?

- Porque no dia em que deixei o peito a descoberto, tu conseguiste levar-me o coração.

06 julho 2005


Amei-te mal!
Não compreendi tudo o que representas. Se ao menos te tivesses revelado antes, para que esta descrença relativamente à tua beleza, fosse totalmente desvanecida e contrariamente difundida... Mas insistiram em afastar-me do teu conhecimento, insistiram em tapar-me a vista com a rudeza das tuas arrestas, sem me mostrarem a pureza desse âmago verdadeiro, directo e tão fiel. Agora, a tua escuridão estarrece-me a consciência, a tua perfeição, fugida dos parâmetros estéticos das novas cidades modernas e amplas, confunde-me as sensações: os segredos que escondes, as paixões que encerras e as estórias que seguras, fazem com que valha a pena atravessar-te, de noite ou de dia, só para te viver Coimbra.

05 julho 2005

Ele - Porque não?
Ela - Pensei que éramos ambos feitos de tecidos muito diferentes.
Ele - Do género, tu atrevida e eu tímido?
Ela - Não, do género, tu ingénuo e eu não.

in Não-digo!

19 janeiro 2005

Silêncio que não incomodas.

Shiuuu...lê a minha mente, limita-te a ler. Não precisas da minha voz para saberes como me sinto, o que quero, o quanto te anseio e amo. Apenas lê. Decifra o silêncio que te desamparo nesta sala negra, sozinho, só o silêncio.
Aprende.
Shiuuu...não pronuncies absolutamente nada. Fecha os olhos e ausculta o sussurro da nossa respiração, o pular frenético de um coração que te acompanha em cada compasso.
O silêncio, apenas o silêncio.
Não o acorde de uma melodia perdida nas malhas do tempo. Não o suspiro desprendido de um corpo feminino abandonado. Nem o bater vitorioso das asas de um pássaro que combate o medo do primeiro voo.
O silêncio. Apenas esse e não o sapateado das vidas que nos rodeiam.
Nada. Só o vazio. Só o eco dos nossos corações mais estrepitosos que nunca. Só tu e eu com o silêncio entre nós, não arquitectando uma barreira inultrapassável mas sim sustentando uma ponte, um elo entre dois mundos frívolos.
Não incomoda.
[O silêncio entre duas pessoas deixa de incomodar quando ambas se conhecem e se amam plenamente. O silêncio transparece sempre os mais sinceros sentimentos, as mais sentidas declarações, os mais puros e inocentes olhares...é no silêncio que se ouve a voz do outro, o murmúrio do coração alheio.]