Por favor, não me peças para explicar o que as minhas mãos entornam quando te deitas no segredo dos cantos de quem um dia foste para mim; ou de como te agitas no meu próprio turbilhão.
Peço sempre por favor e mesmo assim a ternura ataca-me:
Um café por favor. Cigarros por favor. Abraça-me por favor.
Peço sempre com ternura e às vezes temo que a ternura mate.
E largo das mãos as palavras nesta tristeza estranha de quem (não!) esquece que ninguém quer o que não entende. E até mesmo nas palavras eu sei que a loucura é um pé-de-vento que se aproxima. Por favor, não me peças para explicar. Deixa-me antes tentar entender.
Por favor, queres mesmo passar por tudo isto de novo?
E se tu nunca mais estiveres aí para mim? E se eu não estiver aqui para ti? E se o tempo, a vida e as circunstâncias nos levarem para longe? O que é que esperas que faça com o (teu) vazio? Que o guarde com ternura?
Por favor. Por favor. Por favor.
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