Amei-te mal!
Não compreendi tudo o que representas. Se ao menos te tivesses revelado antes, para que esta descrença relativamente à tua beleza, fosse totalmente desvanecida e contrariamente difundida... Mas insistiram em afastar-me do teu conhecimento, insistiram em tapar-me a vista com a rudeza das tuas arrestas, sem me mostrarem a pureza desse âmago verdadeiro, directo e tão fiel. Agora, a tua escuridão estarrece-me a consciência, a tua perfeição, fugida dos parâmetros estéticos das novas cidades modernas e amplas, confunde-me as sensações: os segredos que escondes, as paixões que encerras e as estórias que seguras, fazem com que valha a pena atravessar-te, de noite ou de dia, só para te viver Coimbra.

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