29 outubro 2005

Aluguei-te um quarto de mim e abri-lhe uma janela virada para o sol. Queria partilhar contigo todos os cantos e oferecer-te a caixinha perfumada dos meus sonhos. Talvez não tenhas visto o anúncio ou, quem sabe, eu ficava muito longe dos locais que, habitualmente, frequentas.

Não te mudaste. Visitaste-me apenas.

E ficaste tão pouco que nem o teu aroma resistiu. Só ficou o tal sorriso, aquele que condizia com os teus olhos, que me chamou de menina-mulher e que ainda procuro


esquecer.

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