25 julho 2007

"Qualquer um pode zangar-se - isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na justa medida, no momento certo, pela razão certa e da maneira certa - isso não é fácil."
by Aristoteles

27 junho 2007

"Tenho aflição por toda a ausência não anunciada (...)"
Daniel Faria
Quero-te dizer uma coisa simples: a tua ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade. Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes.
Não sei se noutras culturas o pensamento é o mesmo ou se a mentalidade já superou as tradições que se colam a gerações e gerações sem que ninguém as questione. Mas por cá sempre me impingiram a ideia de que o tempo resolve tudo. Utopias. É o hábito que engana aquilo que o tempo julga resolver: há falta de uma cama há sempre o chão. Mas quando o chão me foge apercebo-me que o tempo, afinal, não cura nada. Afunda o ímpar no quotidiano, como se os dias se mordessem de fúria, qual deles o mais saudoso de coisa nenhuma. E realmente vou-me domesticando à ideia da perda, da saudade miudinha que não morre, apenas se veste da pele tornando-se banal demais. É por isso que ao fim de meses, achamos que afinal o tempo resolveu e nada sangra como dantes. É já banal o hábito. A dor. Depois ela vai, estreita. Amanhece na pele como a ausência depois do beijo. E depois tu. E é sempre do mesmo lado que te encontro: o lado esquerdo do peito... Afinal o tempo não resolveu os teus olhos dentro dos meus.
Respiro e dói, escrevo e dói, tenho-te e acaba-me. O silencio impossível e nem assim, porque maior é o desespero. E dizes-me que vai passar. E não passa. E destrói. E mata.
Dou por mim em ti inúmeras vezes. Um golpe mais fundo de estrada e o desvio para os braços que me adormecem sem querer. Dou por mim em mil tempos à procura de um canto que me tenha longe da tua voz. E isso faz-me querer ir. Arrancar o que me dóis e partir estrada dentro do desejo. Rematar a diferença que morre comigo em guerra aberta, umas vezes mais agreste, mais difícil.
E ontem fui. Já tinha saído para o mundo e tu de novo nos meus braços. Esse abraço forte e fugidio que é o cheiro da minha pele. Depois chegaste e eu não queria. Queria muito, mas não consigo. Por isso esqueço-te. Finjo. Porque me dóis, porque me és urgente e eu não posso saber de ti. Sei demais. Sofremos juntos o mesmo adeus.

Tira-me daqui.
Posto isto surges e afinal és tudo ainda.
Vai.
Por favor.

17 junho 2007

The more you trust and open yourself to another, the more power you give the other to deeply hurt you. With great power comes great responsability.
Spiderman quote
So DAMN true.

03 abril 2007

É oficial...

PERIGO AO VOLANTE! :)

31 março 2007

A minha vida é um carrossel

de emoções e sentimentos.

30 março 2007

Posso?

Olhar para dentro do teu coração e ver se as nossas almas ainda estão de mãos dadas, ambas com medo que a fugacidade da vida e a brevidade do tempo nos leve para longe um do outro e fique tanta coisa por dizer, ou partilhar... ?

28 março 2007

10 Things I Hate About You


"I hate the way you talk to me.

And the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car.
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots.
And the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick
- it even makes me rhyme.
I hate the way you're always right.
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh
- even worse when you make me cry.
I hate it when you're not around.
And the fact that you didnt call.
But mostly I hate the way I don't hate you
- not even close,

not even a little bit,
not even at all."

25 março 2007

No Limite

Só quero arrumar numa gaveta as fotografias e os teus retratos de mim. Fica o cheiro dos dias vazios nos braços um do outro, fica o calor do teu cigarro nas páginas do meu livro.
You've been playing bowies with me, haven't you?

01 março 2007

Perfect Proposal

Look, I guarantee there'll be tough times. I guarantee that at some point, one or both of us is gonna want to get out of this thing. But I also guarantee that if I don't ask you to be mine, I'll regret it for the rest of my life, because I know, in my heart, you're the only one for me. Marry me!
in Runaway Bride

19 fevereiro 2007

O que é que acontece quando alguém nos desilude ao ponto de perdermos a confiança que depositavamos nessa mesma pessoa?

"Até ao dia em que uma pessoa se cansa (...) e diz agora basta. Basta de espera, de abnegação, de sonhos, de palavras mágicas e inconsequentes. Basta de promessas de amor, de castelos de areia, de adiamentos e hesitações, de ausências e de dúvidas."

São aqueles que mais gostamos, que maior capacidade têm de nos magoar.

Agora basta.
Até quando?

11 fevereiro 2007

Para que conste:

a mim, só me mentem uma vez.

06 fevereiro 2007

- Há várias formas de levar uma relação para a frente – dizia o Luís enquanto preparava uma sanduíche de queijo e fiambre, depois de chegarmos da praia. – Eu, por exemplo, ponho-me a jeito e deixo-me ir. O tempo vai-me dando indicações subtis se de facto um entusiasmo inicial pode ou não levar a qualquer coisa mais consistente, e nem sequer penso o que é que vai ser. A isso, os Americanos que têm grande sentido prático e são bons em expressões chamam dar um Let Go. Mas tu não. Tu passaste a vida a carregar pianos.
- Pois passei. A vida toda. Desde o dia em que me apaixonei pelo palerma da terceira classe, depois pelo primo direito da minha amiga Paula, depois pelo Miguel que não me ligava nenhuma e passava o tempo a jogar futebol e ténis. E depois, por mais meia dúzia de caramelos a quem tive o azar de achar alguma graça. Paixões de adolescência. Começam do nada e acabam em nada porque nada valem, a não ser enquanto duram, às vezes com a vida mais curta do que uma mosca. Paixões impossíveis, que nos tiram o sono e o apetite, nos põem a contar as estrelas e a escrever poemas pirosos, nos fazem rezar mesmo quando já deixámos de ir à missa desde os doze anos, nos adoçam o coração e o olhar e enchem a almofada de água salgada quando as coisas correm mal, ou pior ainda, não correm.

Depois uma pessoa cresce e habitua-se a sofrer. A esperar. A sonhar um bolo gigante a partir de três migalhas. A acreditar no impossível. A desejar o impensável. A querer que aqueles que amamos nos tragam o mundo numa bandeja. A isto chama-se carregar pianos. Até ao dia em que uma pessoa se cansa, baixa os braços, olha para o piano, encolhe os braços e diz agora basta. Basta de espera, de abnegação, de sonhos, de promessas, de palavras mágicas e inconsequentes. Basta de promessas de amor, de castelos de areia, de adiamentos e hesitações, de ausências e de dúvidas. E depois, o mundo vai abaixo. As casas, os prédios, as pontes, tudo se desfaz num estrondo imenso e assustador, que faz quase tanto barulho como um coração a bater com a porta. E como é o nosso coração que está a bater a porta, ainda custa mais.

E sentimo-nos a desmanchar por dentro. Não é a partir, é só a desmanchar, como se nada tivesse forma ou fizesse sentido. E o piano está ali mesmo em frente, à espera de ser carregado. Dá vontade de pegar num martelo e de o destruir de raiva. Dá vontade de o abrir e tocar meia dúzia de notas. Dá vontade de descansar sobre ele e falar-lhe baixinho, ao ouvido das cordas, para lhe explicar o que se passa. Que o cansaço já está acima do sonho, que o medo está acima da força, que a vontade comanda a vida, mas não o amor. Explicar que o tempo há-de trazer nos ventos a indicação de um caminho qualquer para onde o piano possa ir sem ser carregado.
Carregar pianos. Escada acima, quatro andares sem elevador. As costas doem, os braços tremem, as curvas na escada são uma equação impossível de resolver. Tudo é difícil. Tudo é esforço. Tudo é inglório. E o amor transforma-se numa luta, num sacrifício, somos mártires da nossa loucura, flagelados pela nossa obstinação e teimosia. E o pior é que, quando chegamos ao fim da batalha e o piano está lá em cima, não era naquela sala, nem naquela casa, nem era aquela pessoa.
Carregar pianos. Para quê, se quase todos têm rodinhas? Não é desistir, é só mudar de vida e esperar que ela nos traga o(s) que mais precisamos, sem partir as costas nem torcer os braços.
E geralmente até traz.

29 janeiro 2007

Laranjas no ar

Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.

In Diário da tua ausência,
Margarida Rebelo Pinto

Escreveste-o para mim, não foi Margarida?
[Que fazer? Estou naquela fase a puxar para o romance piroso! É de cordel, eu sei, um cordel muito Moda Lisboa, muito Cascais e Foz, muito somos chiques e temos imenso visa. Mas hoje, sem duvida que encaixou!]

26 janeiro 2007

Estado de Espírito:

Irremediávelmente TRISTE e tao FARTA...

22 janeiro 2007

Nem toda a distância é ausência.
Nem todo o silêncio é esquecimento.
10 dias.

17 janeiro 2007

E depois há aqueles que, tão cheios de nós, nos pressentem mesmo longe. Mesmo sem nós pedirmos ou querermos – porque ás vezes sabe bem guardar(-nos) e esconder as fragilidades - decifram os nossos detalhes e desenham-nos sorrisos.

16 janeiro 2007

De há uns meses para cá, eu sou só SAUDADES.
tuas.
- Não podes ver, é só meu!, dizia ela, agarrando com força o pequeno baú trancado a sete chaves.
- Mas nós somos melhores amigos, e a minha mãe disse-me que quando assim é não há segredos.
- Então mentiu-te. A minha sempre me ensinou que os melhores amigos não existem. Um dia estão contigo e no outro já não querem saber de ti.
- Mas eu estou contigo todos os dias.
- Naquela tarde, quando caí da bicicleta, não...!
- Já era tarde e eu tinha que ir fazer os T.P.C's... mas levei-te no coração...!

- ... E se eu te disser que o baú não tem nada?
- Eu acredito.
- Então fica o nosso segredo?

13 janeiro 2007

Perguntou para não lhe pesar a consciência:
- Como estás?
Mais uns segundos, e insiste:
- Como estás?!
- Cheia de R-a-i-v-a!, gritou ela. E logo a seguir soltou um suspiro desesperado. Depois foi o silêncio. Silêncio ensurdecedor. Ele ia abrir a boca de novo, mas ela logo a tapou com a mão suada, em forma de concha.
- Não digas mais nada.
- Mas…
-Por favor…, suplicou com as lágrimas quentes a encherem-lhe os olhos. Ele tentou agarrá-la pelo braço, mas ela empurrou-o. Corou. E, num soluço tímido, virou costas. Virou costas, e nunca mais regressou àquele lugar só deles. “Nunca, nunca, nunca…”, ecoa no velho relógio da memória.

07 dezembro 2006


When you kissed me
you seduced me forever.
And forever
means for ever&ever
into my little world.