08 setembro 2004

Se a tua mão surgir

A noite
d i s s i p a – m e.

E os meus excessos perdem-se.

Quero essa loucura


entornada

no cume do silêncio .

1 comentário:

alberto augusto miranda disse...

A noite é um pássaro fora da figueira defronte da casa. O volátil que pelo escuro se separa do cessar: penetra no excessar. O seu cume é a invisibilidade, pairante como um deus sobre o feérico da neurose.
Vê-se melhor: o glaucus adquire a sua pujança, é o momento da glaucura. Loucura é ver melhor, é ver.