22 novembro 2006

Lembras-te de quando, no sábado à noite, chegámos "a casa" e nos aninhamos no sofá? Não me recordo as horas ou sequer os minutos que os ponteiros marcavam... mas já devia ser tarde: contigo o tempo voa. É sempre assim quando os momentos têm consistência e as pessoas substância.
Descansei tranquila, embalada pela luz da televisão e o calor do teu corpo abraçado ao meu peito. Nessa noite não houve teorias para explicar os arrepios. Não houve equações que complicassem e me fizessem afastar desse estado pleno. Só a química, tão pura e simples. E a doçura do teu adormecer, em mim.
O Tu e o Eu perfeito.
Guardo o momento. [Tal como guardo cada beijo que sai da tua boca de encontro à minha…] O teu cheiro era o meu cheiro e eu fiquei ali a observar-te - completa - e assim ficarei por todo o tempo que te conseguir sentir. E eu sei que vai ser para sempre.
Enquanto me deixares aninhar-te ao meu colo, irei tornar o teu sorriso certo.
Prometo.
"- Vamos dormir bebé?"
Lembras-te?

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